A
língua é viva! Ela é dinâmica e funciona como um “elástico”, que vai se
modificando de acordo com fatores geográficos, de sexo, idade, classe social do
falante. Sendo assim, a linguagem possui diversas variações. O estudante quando vai produzir um texto ou, até mesmo na fala, apresenta muitas vezes
dificuldade em se distanciar da forma coloquial de se comunicar. Com isso, ao
obter contextos distintos, é necessário estarmos atentos as situações
comunicativas: formal, informal, gíria, ou jargão, para que assim, possamos ser
“poliglotas” dentro da nossa própria língua.
Quando
falamos com amigos e familiares, usamos a linguagem cotidiana, da conversa do
dia a dia que pode ser reproduzida pela fala, mensagem no celular, redes
sociais. Para essas situações usamos a linguagem
informal, também conhecida como: Coloquial, pois falamos de maneira rápida,
espontânea e descontraída. Ela não se preocupa com o uso correto da gramática,
o vocabulário é mais simples, cheio de expressões populares, gírias, às vezes
palavrões, palavras inventadas e as abreviações criadas do internetês: Cê, prá,
tá, fds, tbm e outros. Além disso, ela está sujeita a mudanças regionais,
culturais e sociais.
Na linguagem formal, não existe
familiaridade entre os interlocutores, por isso, exige o uso correto das normas
gramaticais bem como uma boa pronuncia. Sendo assim, usamos a norma culta da
língua, a qual usamos em redação de concursos e vestibulares, discursos
políticos ou públicos, reunião de trabalho, entrevista de emprego, documentos
oficiais e outros.
GÍRIA
X JARGÃO
Em
conceito, a gíria e o Jargão se assemelham, pois, são maneiras de comunicação
feita por grupos em específico. Porém, quando se trata de gíria podemos observar que ela é mais relacionada a grupos com
faixa etária distinta. “Broto”, “pitelzinho”, “gato/gata”,
“tchutchuca/tchutchuca”, são exemplos de adjetivos utilizados por gerações
diferentes, umas mais próximas e outras nem tanto e, todas elas, são usadas
para o mesmo propósito de elogio. Dessa a gíria se transforma o tempo todo.
O jargão é geralmente ligado a expressões
de um grupo específico de profissionais:
o
“Ficou de janela o dia todo! ” (Grupo de docentes)
o
“O sistema está em looping, deu bug” (Grupo
de informática)
o
“Houve um furo de reportagem! “ (Grupo de Jornalistas)
o
“
Pare! Se não você vai em cana! ”
(Grupo Policial)
o
“Ele foi
carregado o jogo inteiro! ” (Grupo de jogadores on-line)
SOTAQUE
X DIALETO
O sotaque é a diferença no modo de falar,
que ocorre entre países, estados ou cidades. Já o dialeto é o jeito de se expressar próprio, com marcas linguísticas,
estrutura semântica, características fonológicas. Com isso, aqui no Brasil ela
possui divisões dialetais de acordo com a região:
ü Dialeto Caipira - interior de São Paulo, norte do Paraná, sul de Minas
Gerais, sul de Goiás e leste de Mato Grosso do Sul (Sul, Sudeste e Centro-Oeste;
ü Dialeto Nordestino do
norte - falado no norte da Região Nordeste
(Maranhão e Piauí), com influência do dialeto nortista;
ü Dialeto Nordestino do
sul - falado no sul da Região Nordeste (Bahia), com influência
do dialeto mineiro;
ü Dialeto Fluminense - Rio de Janeiro (capital e regiões litorânea e serrana), Sudeste;
ü Dialeto Gaúcho - Rio Grande do Sul, com alguma influência do castelhano, caracteriza-se
pelo uso do "tu", da segunda pessoa do singular, no lugar de
"você";
ü Dialeto Mineiro -
Minas Gerais (Sudeste);
ü Dialeto nordestino do
centro - falado no centro da Região Nordeste
(Alagoas, Sergipe e interior do Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do
Norte. Já as capitais de Recife, João Pessoa, Natal e Fortaleza apresentam uma
fala misturada, com forte influência dos dialetos paulistano, fluminense, sulista
e naturalmente nordestino, devido aos migrantes recentes do Sudeste e Sul e
nordestinos que voltam de São Paulo e Rio de Janeiro;
ü Dialeto Nortista - estados da bacia do Amazonas - (o interior e Manaus têm
falares próprios);
ü Dialeto Paulistano - cidade de São Paulo e proximidades;
ü Dialeto Sertanejo - Estados de Goiás e Mato Grosso: semelhante aos dialetos mineiro e
caipira;
ü Dialeto Sulista - Paraná e Santa Catarina. Este dialeto sofre inúmeras variações de
pronúncia de acordo com a área geográfica, sendo influenciado pela pronúncia de
São Paulo e Rio Grande do Sul, além de influências eslavas no Paraná e em
algumas regiões de Santa Catarina, sendo que a maioria das regiões catarinenses
sofre influências portuguesa e gaúchas. Nas áreas de colonização alemã o
sotaque dialetal é carregado.

Comentários
Postar um comentário