Machado de Assis
(1839 – 1908)
Alguns
críticos literários consideram Machado de Assis o maior nome da literatura
nacional, e também, não é para menos!
Nascido no
Morro do Livramento, no Rio de Janeiro. Estudou em escolas públicas e nunca
frequentou Universidade. Sempre dedicado a assimilar culturas. Testemunhou a
abolição da escravatura e comentava em jornais e revistas sobre a política da
sua época.
Foi o primeiro
presidente unânime da Academia Brasileira de Letras e introdutor do Realismo no
Brasil.
Algumas obras: Memórias
Póstumas de Brás Cubas, Quincas Borba, Dom Casmurro.
José do Patrocínio
(1853 – 1905)
Vindo de
Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro para a capital, José do Patrocínio
além de escritor era também, farmacêutico, orador, jornalista e ativista
político.
Formou a
Guarda Negra Redentora, que tinha como participantes negros e ex-escravos,
contra o sistema escravocrata. Em 1880, fundou a Sociedade Brasileira Contra a
Escravidão. Auxiliou na fuga de escravos além de participação ativa para adquirir
fundos às alforrias de outros escravos.
Redigiu o
manifesto da Confederação Abolicionista.
Algumas obras:
Pedro Espanhol, Os Reiterantes, Mota Coqueiro ou a Pena da Morte.
João da Cruz e Souza
(1861 – 1898)
Precursor do
Simbolismo no Brasil, Cruz e Souza é filho de escravos alforriados. Nasceu em
Nossa Senhora do Desterro, em Santa Catarina.
Dirigiu o
jornal “Tribuna Popular”, lá combateu a escravidão e o preconceito racial. Em
1883, foi negado a ser promotor em Laguna, também em Santa Catarina, apenas por
ser negro, mesmo tendo em seu currículo de competências o domínio em vários
idiomas como: francês, latim e grego.
Algumas obras: Broquéis,
Missal, Tropos e Fantasias.
Afonso Henriques de Lima Barreto
(1881 – 1922)
Do
Rio de Janeiro, capital, Lima Barreto era jornalista e escritor. Filho de mãe
ex-escrava e um português. Publicou várias obras em periódicos e foi
responsável pela tradução do “Manual do Aprendiz de Compositor” de Julles
Claye.
Lançou
a revista “Floreal” do qual foi diretor e maior contribuinte. Participante do
período literário “Pré-Modernismo”, sua produção expões basicamente temas como
desigualdades sociais, falsidades sociais e hipocrisia.
Algumas obras: Triste Fim de Policarpo Quaresma, O
Homem que Sabia Javanês, Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá.
Lino Guedes
(1897 – 1951)
Jornalista e
escritor, Lino Guedes é de Socorro, em São Paulo. Filho de ex-escravos, teve
ajuda de uma líder político da época, Olympio Gonçalves dos Reis, para
conseguir estudar em Campinas.
Contribuiu para
jornais como: Diário do Povo e Correio Popular.
Militante do
Movimento Negro; fundou o jornal “Progresso” dedicado à causa negra.
Algumas obras: Negro Preto Cor da
Noite, O Canto do Cisne Preto, Sorrisos do Cativeiro.
Solano Trindade
(1908
– 1974)
Poeta,
pintor, ator, teatrólogo e cineasta, Solano Trindade é de Recife, Pernambuco.
Militante
do Movimento Negro; idealizou, em 1934, o Congresso Afro-brasileiro e em 1936
participou do segundo Congresso realizado.
Junto
a um grupo de artistas plásticos, atuou com a cultura negra e tradições dos
afrodescendentes.
Algumas obras: Poemas de Uma Vida Simples, Cantares
do Meu Povo, Poemas antológicos.
Maria Firmina dos Reis
(1822 – 1917)
Filha de escrava e
sem reconhecimento de paternidade, nasceu em São Luís, no Maranhão, Maria
Firmina dos Reis é considerada a primeira romancista negra brasileira.
Foi professora dos
anos iniciais e ajudava estudantes que não tinham dinheiro para investir em
seus estudos.
Publicou “A Escrava”
na “Revista Maranhense”, pela causa abolicionista.
É a única mulher
entre os bustos de homenagens a escritores na Praça de Pantheon em São Luís.
Algumas obras: Úrsula, Gupeva,
Hino da Libertação dos Escravos.
Carolina Maria de Jesus
(1914 – 1977)
Nasceu em Minas
Gerais e se mudou para São Paulo ainda jovem. Crescida em favela, teve seu sustento
por bastante tempo com a reciclagem de papéis.
Com o auxílio do
jornalista, Audálio Dantas, publicou seu primeiro livro que fez tamanho sucesso
e foi traduzido para quatorze idiomas.
Carolina Maria de
Jesus é, atualmente, considerada umas das principais escritoras negras do país.
Algumas obras: Quarto do Desejo:
Diário de uma Favelada, Casa de Alvenaria: Diário de uma Ex-Favelada, Pedaços
de Fome
Joel Rufino dos Santos
(1941 – 2015)
Historiador, professor e escritor,
Joel Rufino dos Santos, tem origem no Rio de Janeiro. Foi um nome de referência
para os estudos relacionados à cultura africana no país.
Durante a ditadura, foi exilado
morando na Bolívia e preso ao voltar para o Brasil por ser contrário ao sistema
político da época.
Presidiu a Fundação Palmares do
extinto Ministério da Cultura. Possuía doutorado em Comunicação e Cultura e
recebeu a medalha de Honra Rio Branco, do Itamaraty.
Trabalhou também com livros didáticos
e paradidáticos infanto-juvenis.
Algumas obras: Claros Sussurros de
Celestes Ventos, O que é Racismo, O Dia que o Povo Ganhou.
Conceição Evaristo
(1946 – PRESENTE!)
Nascida em Belo Horizonte, Minas
Gerais, Conceição Evaristo foi a primeiro entre seus nove irmãos a conseguir um
diploma universitário. Trabalhou como doméstica e também lavando roupas para
fora. Atualmente, Conceição é Mestre e Doutora.
Começou a escrever nos anos 90.
É militante no Movimento Negro e
bastante assídua nos eventos político-sociais que envolvem a vida dos negros.




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