“Quem conta um conto,
aumenta um ponto.”
Narrativa
Todo
ser humano tem o dom de contar uma história. A vida é feita de narrativas
longas e curtas que escolhemos ou não compartilhar com outras pessoas. Sendo
assim, o tipo de texto Narrativo está no nosso dia a dia, seja pela oralidade,
pela escrita e, pelos tempos modernos, na digitação. Esse tipo textual é
encontrado em piadas, crônicas, fábulas, conto, novela, romance.
Narrar
nada mais é do que uma ação onde é exposto um acontecimento ou uma série de
fatos, podendo ser reais ou imaginários e, por meio de palavras ou imagens. Os
elementos da Narrativa se divide em:
o
Quem conta: Narrador
o
O que ocorreu: Enredo
o
Com quem ocorreu: Personagem
o
Como ocorreu: Conflito / Clímax
o
Quando/onde ocorreu: tempo / espaço
NARRADOR
§ Primeira
pessoa (eu / nós) – Quando o narrador é participante.
§ Segunda
pessoa (Tu / Vocês) – Quando o narrador reconhece a presença do leitor.
§ Terceira
pessoa (Ela/elas – Eles/eles) – É o ponto de vista mais flexível; quando o
narrador não participa.
ENREDO
É
a trama onde acontecem os fatos que vão desenvolver a história dos personagens
e pode ser dividido entre:
§ Enredo-linear:
Segue uma sequência cronológica (Apresentação, complicação, clímax e desfecho)
§ Enredo
não linear: Não acontece de forma cronológica, contendo saltos, cortes,
retrospectivas, rupturas de tempo e espaço.
PERSONAGEM
O
personagem é a ação! É a ponte de conexão entre a história e o leitor que
precisa se ver chorar, rir, sofrer, por isso ele é usado para chegar no coração
de quem está lendo. Ele viverá experiências emocionais ao longo da sua jornada
e precisa gerar identificação, por isso, precisa ser real por dentro. Ter alma
humana.
A
jornada do personagem é movida pelo querer dele, ou seja, pelo seu objetivo
vital e que, para concluir ou não, terá que passar por uma série de conflitos
para mudar e se tornar melhor do que quando ele começou.
Os
dois personagens mais importantes são o protagonista e o antagonista,
pois eles criam a dinâmica da obra. O protagonista
é o dono da história é a partir dele que é feita a jornada central, que sofre
com os conflitos e que tem o principal objetivo, que é aquele que é caso de
vida ou morte. O antagonista é o
mais poderoso da história; é o que faz o protagonista se esforçar e melhorar
para que possa derrota-lo. Além disso, ele é o conflito encarnado cm o objetivo
oposto ao do protagonista, simbolizando o espelho distorcido e a falha dele.
Quer um bom exemplo? Batman e Coringa.
O
Batman representa a lei e o Coringa o inverso, porém, o maior medo do Batman, é
acabar se tornando como o seu antagonista, pois o mesmo expõe as falhas que o
morcego tem.
CONFLITO / CLÍMAX
É o
eixo central de toda história, onde se tem a reavaliação dos fatos e a
transformação do dos personagens de forma externa (out conflict) e interna (inner
conflict).
A forma externa são as relações pessoais com
um objetivo: pais, trabalho, amoroso. A forma
interna é a nível emocional, mexe com os valores morais e éticos: ciúme,
inveja, desejo, ansiedade.
TEMPO / ESPAÇO
O
tempo narrativo é constituído por passado, presente e futuro.
O passado são os fatos que acontecem
antes da história em si começar. O presente
é o enredo que está acontecendo em tempo real. O futuro é feito dos acontecimentos que ainda vão acontecer, por isso
passa a ideia que o narrador sabe ou pensa que sabe o que vai acontecer.
O
espaço da Narrativa é a escolha dos cenários, dos ambientes que podem ser: realista,
fantástico ou psicológico. O ambiente
realista é contextualizado com base na realidade, que serve de cenário para
a narrativa. Já o ambiente fantástico
acontece em um cenário fictício, se distancia da realidade, se tornando um
espaço onde tudo é permitido. E, o ambiente
psicológico acontece dentro da mente do personagem e é muito utilizado
ultimamente.
E VAMOS DE OBSERVAÇÃO:
Voz literária
É o
processo de criação individual com suas características: estilo,
desenvolvimento técnico, o que diferencia um autor do outro. Por isso, é
considerada a voz do indivíduo, o terceiro “eu”, a voz transformadora que passa
por cima do seu ego. Em suma, é a razão do porquê você escreve.
A
importância do diálogo
O
diálogo é a troca de informações e percepções entre os personagens e podem
trazer nuances, detalhes, informações. Além disso, tem como objetivo reforçar a
veracidade dos fatos, tendo que ser feito de forma natural, então, deve-se
esquecer o formalismo e as regras gramaticais já que a língua falada é cheia de
regionalismo e situações educacionais diferentes.
A
fim de servir como pedalada no desenvolvimento da narrativa, pode ser utilizado
como defesa dos personagens e seus pontos de vista, sempre de forma justa e
igualitária. O diálogo é, por muitas
vezes, encontrado com mais força em peças teatrais, mas é preciso desenvolver
um equilíbrio entre o diálogo e a prosa.
Tipos de discurso narrativo
São
utilizados para introduzir as falas e os pensamentos dos personagens. São
divididos em:
o
Direto: O
narrador dá uma pausa na sua narração e passa a citar fielmente a fala do
personagem.
o
Indireto: O
narrador interfere na fala do personagem preferindo suas palavras.
o
Indireto
livre: há fusão do direto e indireto, ou seja, há intervenções
do autor com também há a fala do personagem.
É o
texto escrito nas entrelinhas. Como seres humanos, podemos pegar muitos
símbolos visuais e corporais, tom de voz e a linguagem corporal a fim de criar
um subtexto que pode ser incoerente com a palavra falada.
As ações mínimas podem revelar os conflitos, por isso, essa arte coloca a pessoa em uma situação que revele sem contar e é bastante utilizada pelos ingleses, inclusive. Em suma, subtexto é uma revelação, uma descoberta e trabalha com restrição, pois limita a palavra e dá preferência a ação.
Backstory
Faz
parte de um fórum interno que é a história prévia do personagem e pode ou não
fazer parte da narrativa. Ela ajuda na construção do personagem, em seu
entendimento que pode persistir ou não. Como, por exemplo, na obra de Gabriel
Garcia Marques: Cem anos de solidão.


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