Demonstrar domínio da Norma
Culta da língua escrita
Antes
de começarmos, vamos entender o que é o ENEM?
O
Exame Nacional do Ensino Médio, conhecido por todos como ENEM, foi criado em
1998 a fim de avaliar o empenho dos estudantes do ensino médio, mas a partir de
2004 o exame passou a servir como ingresso em instituições de ensino superior.
Com isso, cresceu ainda mais a necessidade de avaliar o aluno quanto suas
competências e habilidades.
A
prova do ENEM a capacidade do aluno em resolver problemas partir das
habilidades que são desenvolvidas no processo escolar. Sendo assim, as
experiências vivenciadas por eles para resolver problemáticas que envolvem o
seu dia a dia será posto à prova, junto com o domínio de habilidades
específicas para essa resolução.
Com
a inclusão do ENEM no Sistema de Seleção Unificada (SISU) em 2010, ganhou
reconhecimento como maior e mais completo exame educacional no Brasil. Isso
acarretou, ao longo do tempo a adesão total pelas universidades, substituindo
parcialmente ou integralmente o tradicional vestibular organizado por elas
através do Programa Universidade para Todos (PROUNI).
Quer
mais?
Ele
também é utilizado por estudantes como ferramenta para obter o financiamento
que o governo federal disponibiliza. São eles o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e Programa de
Financiamento Estudantil (P-Fies). E não pense que quem procura um ensino
técnico ficou de fora, pois, o exame também contempla esses estudantes com o Sistema
de Seleção Unificada da Educação Profissional e Tecnológica (Sisutec).
Agora
que vocês compreenderam a importância desse concurso, podemos embarcar na
primeira competência exigida pelo Exame: Domínio da norma culta língua escrita.
Essa
competência visa o uso padrão da língua portuguesa, envolvendo a gramática e
sua estética. Lembrando que, a norma culta é a união de regras e composições
que envolvem a língua portuguesa de maneira formal. Exigida em concursos,
palestras, e-mails formais, reuniões e outros.
O
que será avaliado?
o
Diferença entre modalidade oral e escrita;
o
Atenção à ortografia e às regras gramaticais;
o
Estética geral do texto e o respeito ao número
de linhas;
o
Ausência de marcas da oralidade;
o
Precisão vocabular;
o
Colocação das letras maiúsculas e minúsculas;
o
Divisão silábica na mudança de linha
(translineação).
A
língua escrita foi criada como forma de transcrever a língua falada, porém, a
forma como falamos é mutável, sofre transformação a cada segundo. Criando um
sistema de variações da mesma, o que é diferente da forma como escrevemos, onde
o acúmulo de regras da língua é mais estático, não muda com frequência (ver em língua falada x língua escrita).
Sendo
assim, é necessário estarmos atentos para as variações linguísticas exigidas em
cada situação. No caso do ENEM, é necessário apresentar o domínio das regras
gramaticais como, por exemplo, pontuação, regência e concordância, mecanismos
de coesão, as novas regras gramaticais e outros. Dessa forma, devemos deixar de
lado as marcas de oralidade, ou seja, a forma como falamos, nos expressamos
através da fala vêm cheios de marcas e, nesse caso, não devemos transcreve-las.
Exemplo:
·
Você, né, tá,
pra;
·
“pegou mal”
·
“desde que o
mundo é mundo”
·
“Rapadura é
doce, mas não é mole não”
·
“estão de brincadeira”
·
“A parada é a seguinte”
Não
“floreie” o seu texto. Você não precisa empregar palavras eruditas para que ele
seja bem aceito. A melhor forma é ser claro, objetivo e coerente na hora que
você foi escrever a sua redação, por isso a escolha de palavras é importante.
Escolha expressões que o ajude a sustentar o seu ponto de vista de forma direta
e clara. A língua é elástica, você é capaz de moldá-la de acordo com a situação
que vai emprega-la, por isso simplicidade é o segredo para um bom texto.
Por
último, fique sempre atento ao número de linhas cobrados pelo concurso. Tanto o
mínimo quanto o máximo, pois poderão perder alguns pontos por não obedecer a
essa regra. Falando em margens, cuidado com a separação silábica das palavras!
Ao a margem e não deu para escrever aquela palavra toda e precisa passar alguma
parte a outra linha a separação da mesma é por SÍLABA e não por LETRA. Além
disso, o emprego de letras maiúsculas é restrito, veja:
a) No
início de período, citação direta ou verso;
b) Nos
substantivos próprios (nomes de pessoas, cognomes, topônimos, denominações
religiosas e políticas, nomes sagrados e ligados a religiões, entidades
mitológicas e astronômicas);
c) Nos
nomes de períodos históricos, festas religiosas ou datas e fatos políticos
importantes;
d) Nos
nomes de logradouros públicos (avenidas, ruas, travessas, praças, largos,
viadutos, pontes etc.);
e) Nos
nomes de repartições públicas, agremiações culturais ou esportivas, edifícios e
empresas públicas ou privadas;
f) Nos
nomes de escolas em geral;
g) Nos
nomes dos pontos cardeais quando indicam regiões;
h) Nas
expressões de tratamento;
i) Nos
nomes comuns sempre que personificados ou individualizados.
Níveis
dessa competência:
Gostaram,
pessoal? Caso tenham alguma dúvida quanto ao conteúdo, não deixe para depois.
Nos encontramos sempre à disposição! Até mais!
😆
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Prof. Tesla Dias: teslinha25@gmail.com
Prof. Thaísa Blanco: t.blanco87@gmail.com



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