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Figuras sintáticas

Figuras sintáticas

As figuras sintáticas de linguagem também são chamadas de figuras de construção; elas são responsáveis pela estrutura da frase em conceito sintático, ou seja, a alteração da ordem direta das frases: Sujeito + verbo + complemento (S+V+C),  a omissão de alguma palavra, ou a própria estrutura gramatical de acordo com o contexto e com a intenção do autor.

Neste material, falaremos sobre as seguintes figuras de linguagem:
1- Elipse
2- Zeugma
3- Silepse
4- Hipérbato
5- Polissíndeto
6- Assíndeto
7- Anacoluto

1-    Elipse

A elipse ocorre quando há uma palavra ou expressão no texto que pode ser percebida mesmo sem que ela esteja escrita.

Ex.:  (EU) Estava muito feliz hoje! (EU) Estava fazendo aniversário.

Essa palestra, apesar de interessante, (É) inútil.

 


 

2-      Zeugma

É uma variação da elipse, porém é caracterizada quando a palavra (ou expressão) é omitida em uma ou mais orações, porém o termo já foi escrito anteriormente.

Ex.: “Nem ele entende a nós, nem nós (entendemos) a ele”

 


3-      Silepse

Caracteriza-se pela concordância irregular ou ideológica da sentença, ou seja, pelo sentido que o texto produz na percepção do leitor.

Ex.: A garotada corria pelo pátio e gritavam eufóricos. (Número)

Vossa Senhoria está abatido.  (Gênero)

Lá no Ceará, todos éramos felizes. (Pessoa)

 


4-      Hipérbato

É a inversão na ordem natural da oração; não acompanha a modalidade (S+V+C).

Ex.:  “São como cristais as palavras!” -> As palavras são como cristais.

Das minhas coisas cuido eu -> Eu cuido das minhas coisas

 


 

5-      Polissíndeto

Repetição enfática de conectivos.

Ex.: Maria era bonita e inteligente e segura e autoconfiante e tinha uma família linda.

 

 

6-      Assíndeto

É o contrário do polissíndeto; a não utilização de conectivos para elaborar a frase ou oração, ou seja, é a omissão dos conectivos.

Ex.:  A bola ganha velocidade, pinga no chão, bate na grama, vira pro lado, bate no goleiro. Festa! É gol!

 

 

7-      Anacoluto

Figura de linguagem que expressa a quebra de lógica do que está sendo exposto na mensagem.

Ex.: “Eu, não me importa a revolta do mundo.”

 

 

 


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