Os recursos estilísticos sonoros têm a proposta de explorar
as camadas sonoras das palavras a fim de produzir determinado efeito, ou seja, são
efeitos que as palavras reproduzem na língua escrita fazem para formar a compreensão do som ao serem conectadas nas frases.
São elas:
o Cacofonia;
o Onomatopeia;
o Aliteração;
o Assonância;
o Paronomásia.
Cacofonia
Provocado pela união de certas palavras, muitas vezes causa um som desagradável. Podendo até ser cômico, mas pode vir a ser obsceno, também.
A união das palavras “marca gol” causa cacofonia ao serem lidas em uma frase como a escrita no primeiro balão e, para quem está como ouvinte, pode gerar outra interpretação. O que causa a parte cômica, ao ser utilizada como recurso estilístico.
Onomatopeia
Em geral, esse recurso consiste em reproduzir o som das coisas na escrita. Sendo assim, ele utiliza uma palavra específica para reproduzir um som que também é específico.
As palavras tic-tac, Cof-cof e Boom, são reproduções do som que um relógio faz, quando tossimos e o barulho que uma explosão produz, não é verdade? Por isso, neste exemplo, podemos apontar o uso da onomatopeia como recurso.
Aliteração
É a repetição de uma determinada consoante a fim de sugerir sons para criar um efeito sensorial no leitor.
O poema Violões que choram do simbolista Cruz e Souza foi construído, em sua maioria, com palavras que a consoante “V” esteja presente ao ponto de, ao ler o poema, causar uma marcação. Dessa forma, faz com que o poema ganhe harmonia e cause o efeito sensorial dessa figura de linguagem a fim de sugerir o som do choro dos violões.
Além de ser encontrado em poesias, a aliteração também é usada em “trava línguas” como, por exemplo:
o O rato roeu a roupa do rei de Roma. – ênfase na letra “R” para sugerir o som de roer
o
O sabiá não sabia que o sábio sabia que o sabiá não sabia assobiar. - ênfase na letra “S”
para sugerir o som de assobio.
Essa figura, diferente da anterior, vai utilizar de encontros
vocálicos ou uma vogal tônica para causar no leitor o efeito sensorial.
A frase: “Venha, Vera, ver as velas ao vento!”, apresentada no
balão, é composta por palavras que tenha na composição o conjunto “ve”.
Classificando, assim, como assonância. Outra maneira de vermos essa figura é em
músicas para ditar o ritmo. Por exemplo:
“A minha alma tá
armada e apontada para a
cara do sossego.”
O artista Marcelo Falcão utiliza esse recurso não só na combinação
de “armada” e “apontada”, mas na repetição sistemática da vogal “a”.
Paronomásia
Essa figura tem a proposta de brincar com as palavras que são
parônimas, ou seja, ela utiliza palavras que tem aproximação pela sua
semelhança na forma ou na pronúncia.
No ditado popular no segundo balão, podemos destacar as palavras
“conta” e “conto” que são parônimas.
Apesar de serem parecidas, ao utilizar esse recurso, o autor tem o
propósito de destacar a diferença do significado para o leitor.
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