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Termos integrantes

 

Termos integrantes de uma oração

 

Depois de estudarmos sobre os termos que são essenciais para a composição de uma oração e de seu sentido, falaremos sobre os termos que integram, complementam o sentido de verbos e de substantivos. São eles: Complemento verbal, complemento nominal e Agente da Passiva.

COMPLEMENTO VERBAL

Os verbos podem ser transitivos, intransitivos e de ligação:

Transitivos

Necessitam ser complementados:

Eu gosto de você. (quem gosta, gosta de algo ou alguém)

Intransitivos

Não há necessidade de complemento:

Eu vivo bem no Rio de Janeiro. (o verbo viver, não necessita de complemento, se retirarmos os termos que estão sendo acessórios, a frase tem um sentido completo: Eu vivo.

Ligação

Serve como ponte entre o sujeito e um atributo do mesmo, geralmente são os verbos que indicam estado:

João está calmo. ([João] é o sujeito e [calmo] é o atributo que caracteriza [João], sendo assim, o verbo [está] faz, apenas, uma ligação entre os dois termos.

 

Mas o que vai nos interessar agora são os verbos transitivos, aqueles que necessitam ser complementados por um outro termos para que possam ter um sentido completo. Eles podem ser:

Transitivos diretos

São verbos que pedem complementos SEM preposição: Amar, vender, comprar e outros.

Transitivos indiretos

São verbos que pedem complementos COM preposição: Precisar, gostar, Referir-se e outros.

Transitivos diretos e indiretos

São verbos que têm a necessidade de ser complementado das duas formas, SEM e COM preposição: Falar, entregar, dedicar, dar e outros.

 

Vamos aos exemplos:

Eu vendi o meu carro.

Se destacarmos o verbo [vendi] e perguntarmos diretamente para ele o que ele necessita, ele nos dará a resposta: Quem vende, vende? ALGO. Percebam que a resposta veio SEM preposição, por isso, ele é um verbo transitivo direto.

Dessa forma, o complemento que a frase dará a ele só poderá ser direto, o qual chamamos de OBJETO. Então, se fossemos classificar a função sintática seria assim:

[vendi] – Transitivo direto

[o meu carro] – Complemento verbal (objeto direto)

 

Precisamos de todo apoio.

Quem precisa, precisa? DE algo. Olha a preposição aí, gente! Quando isso acontece, eu classifico esse verbo como transitivo indireto. Sendo assim, o objeto (complemento verbal) que daremos a ele, só poderá ser indireto:

[precisamos] – Transitivo indireto

[de todo apoio necessário] – Complemento verbal (objeto indireto)

 

Eu dediquei a minha vida a você.

Alguns verbos precisam ser complementados duas vezes. Normalmente, são verbos que indicam a passagem do [algo] para [alguém]. Quem dedica, dedica? [algo] [para alguém].

O [algo], sempre será direto por não conter preposição, diferente do [alguém], que, nesses casos, necessitará sempre da preposição, se tornando indireto:

[dediquei] – Transitivo direto indireto

[a minha vida]-  Complemento verbal (objeto direto – algo)

[a você]- Complemento verbal (objeto indireto – preposição + alguém)

 

De olho na dica 01!

Objeto direto preposicionado

Alguns verbos transitivos diretos, em certas frases, podem vir com uma preposição. Por exemplo:

Não beberemos dessa água.

O verbo beber é transitivo direto (quem bebe, bebe? ALGO), porém, na frase acima, o [dessa] representa a junção: de (preposição) + essa (pronome demonstrativo). Esse [dessa] está ligado ao verbo [beberemos], mesmo o verbo em si não precisando de preposição. Portanto classificamos:

[beberemos] – Transitivo direto

[dessa água] – complemento verbal (objeto direto preposicionado)

 

De olho na dica 02!

Pronome oblíquo como complemento verbal

Lembrando os pronomes:

Me, mim, comigo

Te, ti, contigo

O, a, lhe, se, si, consigo

Nos, conosco

Vos, convosco

Os, as, lhes, se, si, consigo

 

 

Os pronomes pessoais do caso oblíquo, representados por o, a, os, as,  lo, la, los, las, no, na, nos, nas. Serão classificados como objetos diretos dos verbos transitivos diretos:

Gostaria de vê-los mais tarde.

Quem vê, vê? Alguém, sem preposição, logo, o verbo ver é transitivo direto. O termo [los], na frase, corresponde ao pronome pessoal do caso reto [eles] que, como complementos de um verbo, são substituídos pelos pessoais oblíquos. Dessa forma:

[vê]- transitivo direto

[los]- complemento verbal (objeto direto- “eles”)

 

Ela o conhecia da faculdade.

Quem conhece, conhece? Alguém. Partindo do mesmo princípio do exemplo anterior, teremos:

[conhecia]- transitivo direto

[o]- complemento verbo (objeto direto – “ele”)

 

O pronome pessoal oblíquo lhe e lhes representam o complemento de um verbo transitivo indireto, atuando, portanto, como objeto indireto.

Entregamos-lhe todos os presentes.

Quem entrega, entrega? Algo, mas lembra que alguns verbos exigem um “destinatário”?Então, entrega algo PARA ALGUÉM. É aqui que teremos a transitividade indireta para o verbo [entregamos]. Sendo assim:

[entregamos]- transitivo direto e indireto

[todos os presentes]- complemento verbal (objeto direto)

[lhe]- complemento verbal (objeto indireto – “a ele”)

 

COMPLEMENTO NOMINAL

Achou que só os verbos necessitam de um complemento? Nada disso! Alguns substantivos e adjetivos também sentem essa mesma necessidade. Vamos ver os exemplos?

A lembrança dos três ocorreu de repente.

Vamos fazer o mesmo esquema do complemento verbal? Quem tem lembrança, lembrança? De algo. Veja, o substantivo [lembrança] necessita ser complementado para que possa ter um sentido completo dentro da oração. Sendo assim:

[lembrança]- substantivo que necessita do complemento

[dos três]- complemento do substantivo (complemento nominal)

Outros exemplos:

A leitura é útil a nós.

Quem é útil, útil? a quem

[útil]- Adjetivo que necessita de complemento.

[a nós]- Complemento do adjetivo (complemento nominal)

Temos certeza da vitória.

[certeza]- substantivo que necessita de complemento

[da vitória]- complemento do substantivo (complemento nominal)

 

AGENTE DA PASSIVA

Antes de irmos ao ponto do agente da passiva, vamos entender um pouco as vozes verbais, que é a forma como o verbo se encontra para indicar sua relação com o sujeito. Há três tipos de vozes:

Ativa

Quando o verbo indica uma ação praticada pelo sujeito:

Ele quebrou o brinquedo. ([Ele] é o praticante, o agente da ação [quebrou], como se encontra na voz ativa, ele está na frente da oração).

Passiva

Quando o verbo indica a ação sofrida pelo sujeito:

A vencedora foi anunciada pelos jurados.

([A vencedora] é o sujeito que está sofrendo a ação, por estar na voz passiva, ela se posiciona logo no início da frase. OBS: o verbo principal [anunciada] precisa de um auxiliar nessa voz formando uma Locução Verbal – [foi anunciada])

Reflexiva

Quando o verbo indica uma ação praticada e sofrida pelo próprio sujeito:

Eu me barbeei. ([Eu] – sujeito agente e [me] – sujeito passivo que substitui o pessoal do caso reto)

 

Agente da passiva nada mais é do que um termo ligado ao verbo que se encontra na voz passiva, sempre precedido da preposição [por], [pela], [pelas], [pelo], [pelos] ou, às vezes, o [de]:

O gramático ficou rodeado de admiradores.

Como já sabemos, a frase acima se encontra na voz passiva, pois o termo que sofre a ação está na frente e o verbo flexionou para uma locução verbal. Para sabermos quem é o agente da passiva, buscaremos o termo que age, ou seja, o termo que pratica a ação:

[o gramático]- Sujeito passivo

[ficou rodeado]- Locução Verbal indicando a voz passiva

[de admiradores]- agente da (voz) passiva.

Vamos mais uma?

Era conhecida dos dois professores.

[“ela”]- Sujeito passivo que está oculto na frase.

[era conhecida]- Locução verbal indicando a voz passiva

[dos dois professores]- agente da (voz) passiva.

 

 

 

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