Dentre um dos mecanismos de coesão mais importantes está o uso dos pronomes. Isso se dá pois, ele é o meio onde se faz retomada de um referente, sendo ele informações, termos, palavras ou frases dentro de um texto.
Todos os tipos de pronomes podem funcionar como recurso de referência. Dessa forma, eles ou são anafóricos (retomam elementos) ou catafóricos (antecipam ideias). Por exemplo:
Eu já fui engenheira durante um tempo, mas já não a sou agora. – O pronome oblíquo “a” retoma a palavra “engenheira”.
Na reunião o coordenador disso isto: conseguiremos bater a meta esse mês. – O pronome demonstrativo “isto” antecipa a fala do coordenador.
Os pronomes mais usados como mecanismos de coesão são: pessoais, demonstrativo, possessivos e relativos.
PESSOAIS
OBSERVAÇÃO
Os pronomes oblíquos são usados para se referirem as pessoas do discurso como complementos de verbos ou nomes. É usado os oblíquos átonos quando o verbo ou nome não pedem preposição em seu complemento, diferente do obliquo tônico que exige a preposição em seu complemento.
Ela ama eue Ela gosta de eu
As duas orações acima estão incorretas, pois o “eu” não pode assumir a posição de complementar o verbo. O verbo amar é transitivo direto, portanto o seu complemento, quanto a pessoa, terá que ser do oblíquo átono:
Ela ama eu – Ela me ama
Já o verbo gostar é transitivo indireto, pedindo, então, a preposição. Sendo assim, o pronome oblíquo correspondente ao pessoal do Caso Reto é o tônico:
Ela gosta de eu - Ela gosta de mim
POSSESSIVOS
CUIDADO!
O uso dos pronomes possessivo na terceira pessoa em determinadas circunstâncias, pode causar duplo sentido!
Ex.: Aquela velha senhora encontrou o garotinho em seu quarto.
A ambiguidade está na relação do pronome possesivo “seu”. Não está claro se a velha senhora encontrou o garotinho no quarto dele ou no quarto dela. Então, na dúvida, tente achar outro pronome ou outra palavra em si para substituir. Lembrando que o seu texto precisa ser sempre claro e objetivo!
DEMONSTRATIVO
Os pronomes demonstrativos marcam a posição espacial de um elemento qualquer em relação às pessoas do discurso situando-os no espaço, tempo ou nele mesmo.
A primeira e a segunda pessoa têm, dentro de um texto e efeito anafórico e catafórico vistos lá no início da nossa prosa. São divididos assim:
RELATIVO
Os pronomes relativos são aqueles que se refere a um termo anterior.
Conheço o aluno. O aluno chegou atraso.
Para conectar as duas orações acima, reparem que, “o aluno” está expresso duas vezes. Para que não haja repetição de um mesmo termo, podemos substituir o segundo pelo pronome “que” sem mudar o sentido da frase:
Conheço o aluno que chegou atraso.
São eles:
Regressando de São Paulo, visitei o sítio de minha tia, o qual me deixou encantado. – O relativo “o qual” retoma o complemento “o sítio de minha tia”.
ABRE O OLHO!
O pronome “que” é constantemente utilizado para retomadas de substantivos, adjetivo, pronome, advérbios e, até mesmo, orações.
Gosto das músicas que o Djavan canta. – O pronome “que”, na frase, retoma o substantivo “músicas”.
As experiências têm o seu tempo de madureza em que se tornam sofridas ou valiosas que dantes eram. – O pronome “que”, na frase, retoma os adjetivos “sofridas” e “valiosas”.
Reatariam o namoro, o que parecia difícil a ela depois do abandono sofrido. - O pronome “que” retoma a oração inteira anterior “relatariam o namoro”.
O “que” e os outros relativos invariáveis são tão importante que, os pronomes o qual, os quais, a qual e as quais, que são exclusivamente pronomes relativos, são utilizados didaticamente para verificar se palavras como "que", "quem", "onde" - que podem ter várias classificações – estão sendo empregados na frase como pronomes relativos.
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