Pular para o conteúdo principal

A intertextualidade na linguagem não verbal e mista

 

Intertextualidade é um espaço de troca entre vários discursos que são convenientemente escolhidos, ou seja, trata-se de uma sucessão de textos que já escritos que são inseridos em outro texto, fazendo parte da memória social de uma coletividade ou da memória discursiva. Observem a imagem acima, há uma conversa entre dois tipos de assunto. A primeira imagem a seguir é a obra clássica de Van Gogh, A noite estrela; a outra é uma cena do filme produzido por Tim Burton, O estranho mundo de Jack:

 


Ao brincar com as imagens, podemos observar a intertextualidade sendo feita, já que houve diálogo entre dois ou mais textos ou imagens.

Uma leitura eficiente jamais poderá ser realizada de maneira isolada, precisamos estar atentos, as origens, as formas, a temática de um texto que conversem entre si ou com outros textos e/ou imagens, sendo eles verbais, não verbais ou misto. Entretanto, a intertextualidade está além de ser apenas texto dentro de outro texto. Ela é o estudo da relação que cada texto estabelece com o outro, por isso, não se limita a referências. Além disso, está preocupa com em como eles são usados e para que são usados.

Alguns autores dividem as relações intertextuais em dois tipos: relações de copresença entre dois ou mais textos e relações de derivação de um ou mais textos a partir de um texto-matriz. No primeiro grupo, há citação (o texto é inserido expressamente em outro); a referência (similar à citação, mas sem transcrição literal do texto-fonte); a alusão (o texto-matriz é retomado de forma sutil, por indicações que o leitor deve perceber); e o plágio (a citação não vem marcada). Já no segundo grupo, encontram-se a paródia (a estrutura e o assunto do texto são retomados em outras situações a fim de fazer com que o seu leitor reflita sobre algo); e o pastiche (imitação de um estilo com utilização da mesma forma do texto imitado).

Os dois tipos mais comuns de intertextualidade quando ela se apresenta de forma implícita e explícita, quando o autor espera que haja ativação do texto-fonte em sua memória discursiva:

intertextualidade explícita: 

  • É facilmente identificada pelos leitores;
  • Estabelece uma relação direta com o texto fonte;
  • Apresenta elementos que identificam o texto fonte;
  • Apela à compreensão dos conteúdos.

A intertextualidade implícita:

  • Não é facilmente identificada pelos leitores;
  • Não estabelece uma relação direta com o texto fonte;
  • Exige que haja dedução, atenção e análise por parte dos leitores;
  • Exige que os leitores recorram a conhecimentos prévios para a compreensão do conteúdo.

Dessa forma, ela está presente em livros, jornais, propagandas, músicas ou até mesmo quando você conta para alguém sobre o filme, série ou livro que você acabou assistir ou ler. O interessante é brincar com as linguagens e as relações a fim de transmitir a mensagem que deseja da melhor forma.       

A linguagem não verbal basicamente lida com imagens; é qualquer tipo de imagem, foto, desenho ou símbolo sem utilizar palavras, sinais verbais ou escritos, para transmitirem uma mensagem.


As imagens acima são exemplos de intertextualidade, pois há conversa entre o quadro Monalisa de Leonardo da Vinci, uma obra reconhecida em todo o mundo, e o personagem Batman dos HQ da DC comics. Além disso, faz parte da linguagem não verbal, pois não há presença de recursos verbais.

A linguagem mista ou híbrida é a junção das duas formas de linguagem: verbal e não verbal. Utilizando de recursos verbais e imagens. É muito utilizada em propagandas a fim de chamara a atenção do leitor pela referência a coisas que sejam de um universo próximo a ele, como por exemplo as propagandas abaixo: 

 

A marca Brombril e a empresa Hortifruti são bastante conhecidas por sua criatividade e em fazer intertextualidade entre a marca e filmes ou séries que fazem parte de um contexto social. A Brombril, na imagem, faz referência a série Stranger Things produzida pela plataforma NETFLIX e a propaganda da Hortifruti se refere ao clássico filme produzido pela Disney: O Rei leão. Por fim, podemos observar que a intertextualidade utiliza, muito bem, dos diversos tipos de linguagem para passar uma mensagem para o seu interlocutor. Então, por que não testarmos e/ou observarmos essas ligações entre os textos ou imagens? Parece divertido, não é? 


Comentários

Mais lidos pelos Estudimores!

Texto Narrativo

  “Quem conta um conto, aumenta um ponto.” Narrativa Todo ser humano tem o dom de contar uma história. A vida é feita de narrativas longas e curtas que escolhemos ou não compartilhar com outras pessoas. Sendo assim, o tipo de texto Narrativo está no nosso dia a dia, seja pela oralidade, pela escrita e, pelos tempos modernos, na digitação. Esse tipo textual é encontrado em piadas, crônicas, fábulas, conto, novela, romance. Narrar nada mais é do que uma ação onde é exposto um acontecimento ou uma série de fatos, podendo ser reais ou imaginários e, por meio de palavras ou imagens. Os elementos da Narrativa se divide em: o    Quem conta: Narrador o    O que ocorreu: Enredo o    Com quem ocorreu: Personagem o    Como ocorreu: Conflito / Clímax o    Quando/onde ocorreu: tempo / espaço   NARRADOR §   Primeira pessoa (eu / nós) – Quando o narrador é participante. §   Segunda pessoa (Tu / Vocês) – Q...

Literatos

Machado de Assis (1839 – 1908) Alguns críticos literários consideram Machado de Assis o maior nome da literatura nacional, e também, não é para menos! Nascido no Morro do Livramento, no Rio de Janeiro. Estudou em escolas públicas e nunca frequentou Universidade. Sempre dedicado a assimilar culturas. Testemunhou a abolição da escravatura e comentava em jornais e revistas sobre a política da sua época. Foi o primeiro presidente unânime da Academia Brasileira de Letras e introdutor do Realismo no Brasil. Algumas obras : Memórias Póstumas de Brás Cubas, Quincas Borba, Dom Casmurro.   José do Patrocínio (1853 – 1905) Vindo de Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro para a capital, José do Patrocínio além de escritor era também, farmacêutico, orador, jornalista e ativista político. Formou a Guarda Negra Redentora, que tinha como participantes negros e ex-escravos, contra o sistema escravocrata. Em 1880, fundou a Sociedade Brasileira Contra a Escravidão. Auxiliou ...

Preposição, advérbio e adjetivo.

PREPOSIÇÃO As preposições estabelecem determinadas relações de sentidos entre as palavras, mas tudo dependerá de um contexto a qual elas estão inseridas. Além disso, ela é uma palavra invariável, ou seja, não modifica. Por exemplo: Falou com João.   (João vira o interlocutor, ou seja, a pessoa com quem está conversando) Falou contra João. (Nesse contexto, foi falado algo que fosse contrário ao João) Falou de João. (João, nesse contexto, virou o assunto) Conseguiram entender como uma simples preposição pode colaborar para mudar o contexto de uma frase? Dessa forma, ela é classificada entre essenciais , que em outros momentos da frase não exercem outra função se não a de preposição e, que são aquelas que são vistas em palavras que necessitam de complemento, por exemplo; e acidentais , que não possuem originalmente a função de preposição, mas que, dependendo do contexto, podem exercê-la.   ESSENCIAIS a ,  ante ,  após ,  até ,...